"somos arquietípicos,
ridículos, etéreos
e nunca comuns.
comuns são os casais,
nós não somos nada." Fernanda Young
Aquilo que sou e o que deixo de ser, cabe a mim. Aquilo que você ve pode ser nada, pode ser uma impressão, o certo, o que eu quiz que visse, mas dificilmente vai ser tudo. Não é uma questão de problemas, má comunicação, ou qualquer desses que acontecem no processo. Essas banalidades são ultrapaçadas, e me prendem - prendem a todos, não manipulo a imagem, o corpo, a voz, sentido, palavras; manipulo a passoa. Eu. Manipulo, trabalho, corto, colo, pinto como um presente de mim pra mim, pra eu ser o que quero. Me fantasio pra viver na realidade, me troco e fantasio.. Não me escondo, e isso pode te assustar, te fazer pensar coisas erradas, pensar que sou outra. Porque o que você vê são apenas ecos.
O que te sobra de mim, não é suficiente para um relacionamento, para um casal. Claro isso quem diz sou eu, talvez vc não possa entender. Você pode pensar que entende, mas não entender nada e é exatamente ai que tudo se complica. Veja não é fácil, não poderia ser. Os dias são brincadeiras, e as pessoas cativam, e se tornam responsabilidade.
Sou várias dentro de mim, e o que vc consegue ver são apenas ecos.
Me agrada o friozinho na barriga, seus olhos encantados e a cara de bobo. Quando vem, e doi dentro, bem ali fraquinho e agonizante ai eu sei que me perdi. Não me lembro mais de mim, e você - o outro vc, me aceita mais, me entende mais. Mas isso não sou eu, vc não me entende, não me ve, não escuta. Ai eu choro, pra afogar essa, e me ouvir. Sou completa comigo. Talvez não harmonica, claro claro.
E nenhum de vcs compreendem. O que eu quero pode mudar, eu posso mudar, qualquer coisa pode mudar. Mas o que sobra pra vocês são ecos.
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