( sem titulo)

Me acusastes tanto de ser assim, demasiadamente despreocupada
Onde chegava ao caos,
Me disestes tão pouco que me amas, apesar de faze-lo
Soristes tão prontamenta a cada gesto meu
Saboreastes tão grato cada beijo
E tantas outras coisas ,
que perdeu-se aquilo
Aquilo tão desejado por todos, o ingrediente máximo
o desejo.

O meu desejo por ti,
esvairiu-se,
voou pela janela que deixastes entreberta
No enjoo das tuas palavras, do teu soriso melado
da tua magnificência,
nas noites insatisfeitas.

Por minha incapacidade,
Tambem pela vontade, não pude mais continuar.
O desejo de desejar-te mais uma vez me consome
É sombrio, vem o aroma e me possui
Te encontro junto de mim,

Miragem, lembro dos teus orgasmos
Dos nossos outros casos, de como eu nunda serei tua
Da impossibilidade de sermos nós

Minha incapacidade de te aturar
Sublimes mentiras, minhas mentiras para ti
para mim
Nunca pensastes no fim
Se houve para ti um começo, creio que o desconheci.

Passeios, viagens
O arder nunca acabará
somente resta a brasa.
Lama,
cada vez mais rarefeito, se tornam nossos encotros.

Tuas incoerencias,
medos.
Minha desventura, foi um dia desejar-te

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