Cotidiano

Andava pela rua sem rumo, andava no infinito das avenidas vazias.Pelo amanhecer, ou talvez no entardecer. Não se sabe ao certo. Sabe-se que ela sempre estava ali à esperar.
Procurava, andava, corria se cansava.
No seu olhar desespero, agonia.
Alguns dizem ser louca, outros fingem não ver, acretido que de amor ela sofra.Tão bela, tão louca.
Em seus passinhos apressados, cruza a avenida, e outra, mais outra. Parece sufocar junto das pessoas que vão surgindo então se senta em algum banco. E ali fica, esperando a cidade mais uma vez se aquietar.
Caminhando vai, até que some de vista.


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